O Programa Criança tem como objetivo contribuir na formação integral de crianças e adolescentes e suas famílias em situação de vulnerabilidade social, tendo a família como co-responsável neste processo educativo. São atendidos crianças e adolescentes de 06 a 13 anos.
Aprendizagem
Construir situações de aprendizagem, criando e aproveitando oportunidades que surjam a partir de necessidades dentro de um contexto significativo para a criança/adolescente.
Valorização do lúdico
Brincar possibilita a criança explorar, experimentar e conhecer o mundo e a realidade que a circunda. Aprende a lidar com dferentes situações, a estabelecer relações entre ela e o outro, elaborar e expressar sentimentos.
Interação com a comunidade
Atender à criança e ao adolescente em unidades regionalizadas, promovendo a inclusão social, por meio do desenvolvimento de ações sócio - educativas que valorizem os diversos espaços de aprendizagem na comunidade.
Participação da família
A família deve ser considerada como co-responsável na formação da criança/adolescente e a sua participação e envolvimento no programa favorece a troca e a ampliação de conhecimentos.
O Programa Criança está pautado na linha sócio-pedagógica-cultural de forma a garantir, o atendimento das necessidades básicas das crianças e adolescentes e práxis social consciente, conforme preconizam o ECA, a LDB e a LOAS.
O planejamento do programa ocorre de forma sistemática de acordo com o calendário semestral. As equipes das unidades elaboram coletivamente o planejamento, contemplando as diferentes áreas e registram individualmente em formulário específico.
Os profissionais da Equipe Multidisciplinar acompanham todo processo e orientam as equipes de acordo com os pressupostos e objetivos do Programa.
A chefia do Programa, junto com a Equipe Multidisciplinar realiza semestralmente assessoria técnica às Unidades com o objetivo de acompanhar o processo de formação das crianças/adolescentes.
Os profissionais participam de capacitação continuada da Instituição, bem como de capacitação específica do Programa, visando a reflexão e o aprimoramento da prática profissional tendo como foco a construção de competências referentes as atribuições.
A rotina das Unidades é estruturada obedecendo uma carga horária de 15 horas semanais. As atividades desenvolvidas são diversificadas propiciando à criança e ao adolescente oportunidade de fazer escolhas de acordo com seus interesses. Os grupos são constituídos por aproximadamente 20 crianças e adolescentes coordenados por um professor de referência eleito pelo grupo.
O Programa Criança prioriza o desenvolvimento de ações interdisciplinares fundamentadas na metodologia de projetos, valorizando as diferentes áreas de conhecimento.
Ensinar e aprender por meio de um projeto educativo implica fazê-lo coletivamente, juntamente com outros educadores da Unidade e pesquisando com crianças e adolescentes seus interesses e demandas de aprendizado.
Assim, a ação educativa ganha em unidade e coerência.
Adotar um tema coletivamente permite uma melhor articulação do trabalho em torno de princípios comuns, facilita uma abordagem integrada das aprendizagens e permite organizar seu trabalho específico, sem perder de vista a noção da abrangência que a ação pedagógica busca atingir.
O trabalho com projetos educativos tem as seguintes etapas:
Nessa etapa, os educadores exploram qual a contribuição e participação de cada atividade no desenvolvimento do tema. Por exemplo, se o tema é festa junina: qual a contribuição de esportes, de artes, de leitura e escrita etc.?
Educadores e educandos fazem suas primeiras reflexões sobre as possibilidades do tema: surgerem, opinam, debatem, levantam questões e finalmente definem qual será o projeto e seu produto e organizam o trabalho a ser realizado. Isto é, realizam um planejamento participativo.
Agora com o projeto e seu produto definido e algumas idéias sobre a contribuição de cada atividade, é hora de fazer um plano de trabalho, deixando claro as ações a serem realizadas, os responsáveis por cada uma delas, os períodos e prazos para o trabalho e a participação dos educandos.
As várias áreas do conhecimento incluídas no projeto dão a sua contribuição específica para a compreensão do tema, sem perder a unidade. O resultado é a ampliação da visão de cada área, sem abandonar seu saber específico. Crianças, adolescentes e educadores realizam uma aprendizagem partilhada e o resultado é o crescimento de todos os envolvidos no projeto.
Esse momento é de consolidação das aprendizagens individuais e compartilhamento da produção coletiva. É o momento de apresentar os produtos, tornando visíveis os conhecimentos que foram construídos. Essa visibilidade é fundamental para que os participantes celebrem o que conquistaram.
Essa apresentação do produto final pode dar-se por meio de exposição de pinturas, espetáculo teatral, exposição de fotografias, de jornal e de livro de receitas, realização de uma excursão. Esses produtos têm uma grande importância para o crescimento das crianças e adolescentes, pois é por meio deles que se concretiza a aprendizagem.
Além disso, esses produtos precisam ser socializados para que os outros grupos que convivem com as crianças – família, escola, amigos – também possam ficar sabendo de seus progressos e valorizá-los. Isso pode ser feito convidando pessoas para a exposição dos trabalhos como também levando esses produtos até esses grupos.
Estimula, de forma lúdica, a interpretação e o gosto pela leitura e escrita, oferecendo espaços alternativos que permitam que a criança experimente novas formas de ler e expressar o mundo.
Possibilita o desenvolvimento da identidade cultural e da consciência crítica, através da leitura da produção histórico-artística da humanidade e experimentação das diferentes linguagens na busca de uma poética individual.
Oportuniza espaços lúdicos onde crianças/adolescentes possam conhecer e utilizar as TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação), contribuindo no desenvolvimento e ampliação de seu universo cultural e social, numa perspectiva de inclusão, respeitando as necessidades individuais.
Visa a conscientização ecológica e melhoria na qualidade de vida das crianças/adolescentes, proporcionando atividades ligadas ao Meio Ambiente.
Possibilita o desenvolvimento de estímulos motores, sensoriais e afetivos nas crianças/adolescentes, por meio das atividades propostas (recreação dirigida, iniciação esportiva e dança), para que possam crescer como sujeitos plenos e ativos.
Os educandos devem participar da avaliação individualmente e em grupo, fornecendo dados e informações, realizando reflexões e debates, expressando suas impressões, seus pontos de vista e interesses na consideração dos fatos vivenciados.
Uma boa avaliação de um projeto educativo é a que leva em conta:
A qualidade do que foi realizado: novos conhecimentos assimilados, os valores, as atitudes e as habilidades desenvolvidas, as dificuldades detectadas e as aprendizagens que se deseja alcançar no futuro;
Sua repercussão em cada um dos grupos envolvidos no processo: educandos, educadores, família, escola, comunidade;
As perspectivas de novas ações que se abrem a partir da realização da tarefa assumida pelo grupo.
O principal sistema de promoção da educação básica fora da esfera familiar é a escola formal, portanto é primordial que as crianças/adolescentes permaneçam na escola aproveitando o que de melhor ela tem a oferecer. A Fundhas exerce importante papel de mediação estimulando a freqüência e oferecendo espaços que contribuem de forma significativa para melhorar o desempenho escolar das crianças/adolescentes. Para estreitar vínculos com a escola, os profissionais das Unidades mantém contatos sistemáticos com o corpo docente da rede formal de ensino, conforme descrito na matriz de avaliação de resultados.
As crianças e adolescentes são acompanhadas pela equipe de profissionais da unidade. Sempre que necessário a equipe promove discussão de caso e realiza os encaminhamentos pertinentes.
Em situações específicas aplica medidas educativas conforme procedimentos da portaria de Intervenções Educativas. Quando as intervenções propostas não ocasionam os resultados esperados a equipe multidisciplinar é solicitada para contribuir na busca de novas possibilidades de intervenções. A equipe registra o aproveitamento das turmas em formulário específico e as intervenções/encaminhamentos são registrados no prontuário eletrônico da criança/adolescente.
Conforme previsto no artigo 42º do Regimento interno da Fundhas, o Conselho Infanto Juvenil, CIJ, representa os interesses das crianças e adolescentes da Instituição junto à Diretoria Especializada em Criança e Adolescente.
O Conselho Infanto Juvenil é de caráter deliberativo. Os representantes são eleitos por voto direto e secreto, o mandato do Presidente e dos membros é de dois anos.
O Presidente do CIJ representa crianças e adolescentes na reunião do Conselho Curador, as quais acontecem bimestralmente.
Há um calendário semestral com reuniões da Diretoria e assembléias, nas quais se discute ações para intensificar o Protagonismo Juvenil na instituição. Ações de melhoria no atendimento de crianças e adolescentes, capacitação e jovens multiplicadores de temas pertinentes à faixa etária ( DST – Aids, sexualidade, gravidez na adolescência, empreendedorismo, mercado de trabalho, etc.)
O Serviço Social compõe o quadro de profissionais devido a complexidade e diversidade da demanda institucional e uma das competências do Assistente Social é atuar junto a essa demanda com vista a garantir e consolidar direitos.
Tem como premissa a Política Nacional da Assistência Social – PNAS – aprovada em novembro de 2004, visando materializar as diretrizes da Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS – Lei nº 8662 de dezembro de 1993, tem como gestão o Sistema Único de Assistência Social – SUAS – que tem a matricialidade sócio-familiar como um dos eixos estruturantes.
Buscamos promover ações centradas na família, visando, a co-responsabilidade e percepção do seu papel na formação das crianças e adolescentes tendo como norteador do trabalho as Diretrizes técnicas do Serviço Social na instituição
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