FUNDHAS
Prefeitura de São José dos Campos

Canteiro de Projetos

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Criança

Objetivo Geral do Programa

O Programa Criança tem como objetivo contribuir na formação integral de crianças e adolescentes e suas famílias em situação de vulnerabilidade social, tendo a família como co-responsável neste processo educativo. São atendidos crianças e adolescentes de 06 a 13 anos.

São Pressupostos do Programa

Aprendizagem
Construir situações de aprendizagem, criando e aproveitando oportunidades que surjam a partir de necessidades dentro de um contexto significativo para a criança/adolescente.

Valorização do lúdico
Brincar possibilita a criança explorar, experimentar e conhecer o mundo e a realidade que a circunda. Aprende a lidar com dferentes situações, a estabelecer relações entre ela e o outro, elaborar e expressar sentimentos.

Interação com a comunidade
Atender à criança e ao adolescente em unidades regionalizadas, promovendo a inclusão social, por meio do desenvolvimento de ações sócio - educativas que valorizem os diversos espaços de aprendizagem na comunidade.

Participação da família
A família deve ser considerada como co-responsável na formação da criança/adolescente e a sua participação e envolvimento no programa favorece a troca e a ampliação de conhecimentos.

Metodologia / Operacionalização

O Programa Criança está pautado na linha sócio-pedagógica-cultural de forma a garantir, o atendimento das necessidades básicas das crianças e adolescentes e práxis social consciente, conforme preconizam o ECA, a LDB e a LOAS.

O planejamento do programa ocorre de forma sistemática de acordo com o calendário semestral. As equipes das unidades elaboram coletivamente o planejamento, contemplando as diferentes áreas e registram individualmente em formulário específico.

Os profissionais da Equipe Multidisciplinar acompanham todo processo e orientam as equipes de acordo com os pressupostos e objetivos do Programa.

A chefia do Programa, junto com a Equipe Multidisciplinar realiza semestralmente assessoria técnica às Unidades com o objetivo de acompanhar o processo de formação das crianças/adolescentes.

Os profissionais participam de capacitação continuada da Instituição, bem como de capacitação específica do Programa, visando a reflexão e o aprimoramento da prática profissional tendo como foco a construção de competências referentes as atribuições.

A rotina das Unidades é estruturada obedecendo uma carga horária de 15 horas semanais. As atividades desenvolvidas são diversificadas propiciando à criança e ao adolescente oportunidade de fazer escolhas de acordo com seus interesses. Os grupos são constituídos por aproximadamente 20 crianças e adolescentes coordenados por um professor de referência eleito pelo grupo.

O Programa Criança prioriza o desenvolvimento de ações interdisciplinares fundamentadas na metodologia de projetos, valorizando as diferentes áreas de conhecimento.

Trabalho com Projetos

Ensinar e aprender por meio de um projeto educativo implica fazê-lo coletivamente, juntamente com outros educadores da Unidade e pesquisando com crianças e adolescentes seus interesses e demandas de aprendizado.

Assim, a ação educativa ganha em unidade e coerência.

Adotar um tema coletivamente permite uma melhor articulação do trabalho em torno de princípios comuns, facilita uma abordagem integrada das aprendizagens e permite organizar seu trabalho específico, sem perder de vista a noção da abrangência que a ação pedagógica busca atingir.

O trabalho com projetos educativos tem as seguintes etapas:

  • Escolha do tema
    • Considera o contexto sociocultural dos educadores, dos educandos e da comunidade;
    • Parte de temas vivos, presentes no contexto social, permitindo que os conhecimentos ganhem nova significação, porque são importantes para a compreensão da realidade e para a sua transformação. Desta maneira, os educandos desenvolvem uma nova relação com o conhecimento ao perceber que o conhecimento científico pode ser articulado com as questões da vida prática e aprendem a valorizá-lo pela diferença que pode fazer em suas vidas;
    • Considera e inclui os interesses dos educandos, pois é a necessidade de saber que os predispõem a querer conhecer e a se envolver afetivamente com o tema escolhido;
    • Pode ser proposto por um educando ou um grupo, por um educador ou ser resultado de uma pesquisa, um levantamento ou diagnóstico;
    • O que é necessário garantir é que todos se sintam envolvidos e motivados a participar de todas as etapas do projeto;
    • Ao ser proposto, o tema é avaliado quanto à condição de desafiar os educandos para que, motivados, busquem os conhecimentos necessários; por outro lado, avalia-se se o desafio está dentro das possibilidades dos educandos.
  • Problematização

    Nessa etapa, os educadores exploram qual a contribuição e participação de cada atividade no desenvolvimento do tema. Por exemplo, se o tema é festa junina: qual a contribuição de esportes, de artes, de leitura e escrita etc.?

    Educadores e educandos fazem suas primeiras reflexões sobre as possibilidades do tema: surgerem, opinam, debatem, levantam questões e finalmente definem qual será o projeto e seu produto e organizam o trabalho a ser realizado. Isto é, realizam um planejamento participativo.

  • Desenvolvimento

    Agora com o projeto e seu produto definido e algumas idéias sobre a contribuição de cada atividade, é hora de fazer um plano de trabalho, deixando claro as ações a serem realizadas, os responsáveis por cada uma delas, os períodos e prazos para o trabalho e a participação dos educandos.

    As várias áreas do conhecimento incluídas no projeto dão a sua contribuição específica para a compreensão do tema, sem perder a unidade. O resultado é a ampliação da visão de cada área, sem abandonar seu saber específico. Crianças, adolescentes e educadores realizam uma aprendizagem partilhada e o resultado é o crescimento de todos os envolvidos no projeto.

  • Disseminação

    Esse momento é de consolidação das aprendizagens individuais e compartilhamento da produção coletiva. É o momento de apresentar os produtos, tornando visíveis os conhecimentos que foram construídos. Essa visibilidade é fundamental para que os participantes celebrem o que conquistaram.

    Essa apresentação do produto final pode dar-se por meio de exposição de pinturas, espetáculo teatral, exposição de fotografias, de jornal e de livro de receitas, realização de uma excursão. Esses produtos têm uma grande importância para o crescimento das crianças e adolescentes, pois é por meio deles que se concretiza a aprendizagem.

    Além disso, esses produtos precisam ser socializados para que os outros grupos que convivem com as crianças – família, escola, amigos – também possam ficar sabendo de seus progressos e valorizá-los. Isso pode ser feito convidando pessoas para a exposição dos trabalhos como também levando esses produtos até esses grupos.

As diferentes áreas do Programa Criança
  • Linguagem oral e escrita

    Estimula, de forma lúdica, a interpretação e o gosto pela leitura e escrita, oferecendo espaços alternativos que permitam que a criança experimente novas formas de ler e expressar o mundo.

  • Linguagem das Artes

    Possibilita o desenvolvimento da identidade cultural e da consciência crítica, através da leitura da produção histórico-artística da humanidade e experimentação das diferentes linguagens na busca de uma poética individual.

  • Informática na Educação

    Oportuniza espaços lúdicos onde crianças/adolescentes possam conhecer e utilizar as TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação), contribuindo no desenvolvimento e ampliação de seu universo cultural e social, numa perspectiva de inclusão, respeitando as necessidades individuais.

  • Educação Ambiental

    Visa a conscientização ecológica e melhoria na qualidade de vida das crianças/adolescentes, proporcionando atividades ligadas ao Meio Ambiente.

  • Educação Física

    Possibilita o desenvolvimento de estímulos motores, sensoriais e afetivos nas crianças/adolescentes, por meio das atividades propostas (recreação dirigida, iniciação esportiva e dança), para que possam crescer como sujeitos plenos e ativos.

Avaliação

Os educandos devem participar da avaliação individualmente e em grupo, fornecendo dados e informações, realizando reflexões e debates, expressando suas impressões, seus pontos de vista e interesses na consideração dos fatos vivenciados.

Uma boa avaliação de um projeto educativo é a que leva em conta:
A qualidade do que foi realizado: novos conhecimentos assimilados, os valores, as atitudes e as habilidades desenvolvidas, as dificuldades detectadas e as aprendizagens que se deseja alcançar no futuro;
Sua repercussão em cada um dos grupos envolvidos no processo: educandos, educadores, família, escola, comunidade;
As perspectivas de novas ações que se abrem a partir da realização da tarefa assumida pelo grupo.

Acompanhamento Escolar

O principal sistema de promoção da educação básica fora da esfera familiar é a escola formal, portanto é primordial que as crianças/adolescentes permaneçam na escola aproveitando o que de melhor ela tem a oferecer. A Fundhas exerce importante papel de mediação estimulando a freqüência e oferecendo espaços que contribuem de forma significativa para melhorar o desempenho escolar das crianças/adolescentes. Para estreitar vínculos com a escola, os profissionais das Unidades mantém contatos sistemáticos com o corpo docente da rede formal de ensino, conforme descrito na matriz de avaliação de resultados.

Acompanhamento de Crianças e Adolescentes

As crianças e adolescentes são acompanhadas pela equipe de profissionais da unidade. Sempre que necessário a equipe promove discussão de caso e realiza os encaminhamentos pertinentes.

Em situações específicas aplica medidas educativas conforme procedimentos da portaria de Intervenções Educativas. Quando as intervenções propostas não ocasionam os resultados esperados a equipe multidisciplinar é solicitada para contribuir na busca de novas possibilidades de intervenções. A equipe registra o aproveitamento das turmas em formulário específico e as intervenções/encaminhamentos são registrados no prontuário eletrônico da criança/adolescente.

Conselho Infanto Juvenil

Conforme previsto no artigo 42º do Regimento interno da Fundhas, o Conselho Infanto Juvenil, CIJ, representa os interesses das crianças e adolescentes da Instituição junto à Diretoria Especializada em Criança e Adolescente.

O Conselho Infanto Juvenil é de caráter deliberativo. Os representantes são eleitos por voto direto e secreto, o mandato do Presidente e dos membros é de dois anos.

O Presidente do CIJ representa crianças e adolescentes na reunião do Conselho Curador, as quais acontecem bimestralmente.

Há um calendário semestral com reuniões da Diretoria e assembléias, nas quais se discute ações para intensificar o Protagonismo Juvenil na instituição. Ações de melhoria no atendimento de crianças e adolescentes, capacitação e jovens multiplicadores de temas pertinentes à faixa etária ( DST – Aids, sexualidade, gravidez na adolescência, empreendedorismo, mercado de trabalho, etc.)

Acompanhamento Social

O Serviço Social compõe o quadro de profissionais devido a complexidade e diversidade da demanda institucional e uma das competências do Assistente Social é atuar junto a essa demanda com vista a garantir e consolidar direitos.

Tem como premissa a Política Nacional da Assistência Social – PNAS – aprovada em novembro de 2004, visando materializar as diretrizes da Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS – Lei nº 8662 de dezembro de 1993, tem como gestão o Sistema Único de Assistência Social – SUAS – que tem a matricialidade sócio-familiar como um dos eixos estruturantes.

Buscamos promover ações centradas na família, visando, a co-responsabilidade e percepção do seu papel na formação das crianças e adolescentes tendo como norteador do trabalho as Diretrizes técnicas do Serviço Social na instituição


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